28 de nov de 2011

IDENTIFICAÇÃO DE PERIGO, AVALIAÇÃO E CONTROLE DE RISCOS

Identificação de Perigos, Avaliação e Controle dos Riscos

Para a norma BSI-OHSAS 18001 (1999) a organização deve estabelecer e manter procedimentos para a contínua identificação de perigos, avaliação de riscos e a implementação das medidas de controle necessárias. Estes devem incluir:
• Atividades de rotina e não rotina;
• Atividades de todo o pessoal que têm acesso ao local de trabalho (incluindo subcontratantes e visitantes);
• Instalações
Segundo norma BSI-OHSAS 18001 (1999), a organização deve garantir que os resultados dessas avaliações e os efeitos dos controles sejam considerados para o estabelecimento dos objetivos de Segurança e Saúde no Trabalho, devendo documentar e manter tais informações atualizadas. Tomando como base o pressuposto de que é impossível ocorrer um acidente e suas conseqüências sem a presença de um perigo, as empresas devem buscar o total conhecimento dos perigos e riscos existentes em seus ambientes de trabalho, estabelecendo uma sistemática que permita a criação de um inventário dos perigos e riscos existentes, contemplando a avaliação dos riscos dos objetivos e programas, direcionando os recursos para as áreas mais importantes, o que resulta em uma melhoria na relação custobenefício.



Nota a importância deste requisito, pois o desempenho de segurança e saúde está
diretamente ligado à eficácia de sua implementação, ou seja, se os perigos e riscos forem mal identificados ou avaliados, todas as ações decorrentes serão realizadas de forma inadequada. A empresa, baseando-se na identificação de perigos e avaliação de riscos, deve identificar quais são os processos que podem contribuir para a eliminação dos perigos ou para a redução dos riscos, e estabelecer os controles necessários, considerando diversos fatores, entre eles: o nível de risco existente, os custos, a praticidade do controle e a possibilidade de se introduzir novos perigos, a fonte (perigo), o meio e o homem, e quanto mais próximos os controles estiverem das fontes mais eficientes e efetivos eles serão.
Os controles operacionais na fonte devem dar prioridade à eliminação dos perigos ou evitar que eles existam, pois uma vez que não existe o perigo, não haverá o acidente. Deve-se destacar que essa forma de controle pode demandar a aplicação de novas tecnologias, mudanças significativas nos processos e conseqüentemente maiores investimentos para se obter resultados mais significativos.
Os controles nos meios baseiamse na criação de barreiras para prevenir que o homem
fique exposto a um determinado perigo, sem que este seja eliminado. Uma vez aplicadas, operando corretamente e com as devidas manutenções, as barreiras não demandam ações por parte das pessoas. Uma das maiores dificuldades em relação a esse tipo de controle é que, muitas vezes, as barreiras são removidas ou tornadas inoperantes, expondo as pessoas ao risco. Esse tipo de controle, em alguns casos, pode criar uma falsa sensação de segurança, podendo gerar graves acidentes. O controle sobre as pessoas baseia-se no estabelecimento de parâmetros para a forma de pensar e agir dos trabalhadores, com o intuito de que os processos ocorram de maneira segura.
Este deve ser utilizado como último recurso, somente nos casos em que não é possível
conseguir uma forma praticável de tornar o ambiente de trabalho intrinsecamente seguro.
Treinamento, Conscientização e Competência
Para a norma BSI-OHSAS 18001 (1999), a empresa deve estabelecer um procedimento
para identificar e prover as competências necessárias para se exercer cada um dos cargos existentes, podendo considerar as seguintes fontes: Demandas relacionadas aos objetivos e programas de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho;
Requisitos legais e outras exigências;
Procedimentos e instruções de segurança;
Resultados de avaliações de desempenho de equipes;
Identificação dos perigos e avaliação dos riscos;
Antecipação das necessidades de sucessão de gerentes e da força de trabalho;
Alterações em processos, ferramentas e equipamentos.
As competências podem ser estabelecidas em documentos, que é utilizado como base para a realização de novas contratações, mudanças de funções e para a identificação de
necessidades de novos treinamentos, para a garantia de que não haja pessoas inabilitadas realizando atividades. Preparação e Atendimento a Emergências
Segundo a norma BSI-OHSAS 18001 (1999), a organização deve analisar criticamente os planos e procedimentos de preparação e atendimento a emergências, especialmente após a ocorrência de incidentes ou situações de emergência. Com base nos perigos existentes, Deve-se identificar as hipótese de emergências, considerando todos os novos perigos que possam surgir e suas decorrentes hipóteses de emergência, como por exemplo, novas instalações, novos equipamentos, introdução de novos materiais e serviços. Nenhuma atividade pose ser realizada de maneira totalmente segura. Desta forma, a empresa deve ter planos ou procedimentos que definam como agir em uma eventual situação de emergência, o que poderá se tornar a diferença entre um pequeno acidente e evento catastrófico. Medição e Monitoramento do Desempenho
Para a norma BSI-OHSAS 18001 (1999), as empresas devem aumentar sua capacidade de julgamento analítico por meio da obtenção de informações atualizadas que lhes permitam construir estratégias consistentes para abordar seus problemas.
Devem também, identificar quais elementos chave para o desempenho em Segurança e
Saúde no Trabalho (processos, programas, objetivos, procedimentos etc.) devem ser
medidos e monitorados, estabelecendo procedimentos para a coleta, processamento dos
dados e para a avaliação das informações de modo que permita a tomada de decisões e a
intervenção.
Este requisito estabelece alguns elementos que devem obrigatoriamente ser medidos e
monitorados, como por exemplo, o atendimento dos objetivos e das leis e normas aplicáveis, os acidentes e quase acidentes. Recomenda-se
que o Sistema de Gestão de Segurança e Saúde contemple entre seus elementos mecanismos adequados para obter e processar informações que sejam capazes de proporcionar não somente interpretações adequadas sobre os eventos passados, mas assegurar a compreensão dos processos organizacionais a fim de que essas informações possam ser incorporadas ao ciclo de melhoria contínua.
Este requisito também exige que, com base em suas formas de medição e monitoramentos, devem ser identificados e controlados os equipamentos de medição utilizados. Essa exigência busca assegurar que os equipamentos utilizados estejam adequados ao seu uso e com a precisão exigida, garantindo a confiabilidade das medições realizadas.

Acidentes, Incidentes, Não Conformidades, Ações Preventivas e Corretivas
Para a norma BSIOHSAS 18001 (1999), estes procedimentos devem requerer que toda
ação preventiva e corretiva proposta seja analisada criticamente durante o processo de
avaliação de riscos antes de sua implementação. Qualquer ação preventiva ou corretiva
tomada para eliminar as causas das nãoconformidades, reais ou potenciais, deve ser
adequada à magnitude dos problemas, e proporcional aos riscos de segurança e saúde no
trabalho encontrado. A organização deve implementar e registrar quaisquer mudanças nos procedimentos documentados resultantes das ações preventivas e corretivas. A empresa deve estabelecer um procedimento com a sistemática para a identificação e para a análise das não conformidades, acidentes e incidentes, e para a subseqüente tomada de ações corretivas e preventivas.

Quando a empresa cria um espaço facilitador para tratar dos problemas ali existentes, nas suas dimensões de efeitos e causas, é possível melhorar, de forma considerável, a visão dos problemas em sua verdadeira essência e dar-lhes
a solução adequada. Assim, este requisito tem ligação direta com o conceito de retroação, pois objetiva garantir ao sistema de gestão uma melhoria do desempenho com base nos problemas detectados, sejam eles reais ou potenciais. O procedimento exigido por este requisito deve contemplar os seguintes itens básicos:
Formas de identificação das não conformidades,
acidentes e quase acidentes;
Técnicas utilizadas para a investigação das causas;
Forma de planejamento das ações necessárias (de correção, corretivas ou preventivas),
incluindo a definição de prazos e responsáveis; Forma
de acompanhamento da implementação das ações planejadas;
Forma de avaliação da eficácia das ações implementadas.
As ações corretivas e preventivas devem ser analisadas pelo processo de identificação de perigos e riscos, pois os acidentes ou quase acidentes
poderem ser resultantes de um perigo que não foi identificado, ou que não foi controlado de maneira eficaz, além da possibilidade de surgirem perigos resultantes das ações estabelecidas.

Um comentário:

  1. As informações acima foram bastante esclarecedoras e úteis em minha pesquisa. Mt Obrigado.

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